Sonho%20Long%C3%ADnquo%20no%20Equador

Filmes Nomeados (2019)

O Prémio António Loja Neves, promovido pela FPCC – Federação Portuguesa de Cineclubes, tem como propósitos a promoção do cinema dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e homenagear o cineclubista, jornalista e cineasta.

A lista de nomeados resultou da selecção de filmes de uma chamada internacional e da cinematografia dos PALOP presente nos festivais organizados pelos cineclubes federados.

Os Nomeados são:

“Arriaga” de Welket Bungué, 2018, Guiné-Bissau;

“Comboio de Sal e Açúcar” de Licínio Azevedo, 2017, Moçambique;

“Homestay” de Lolo Arziki, 2017, Cabo Verde;

“O Canto do Ossobó” de Silas Tiny, 2017, São Tomé e Príncipe;

“Mabata Bata” de Sol de Carvalho, 2018, Moçambique;

“Sonho Longínquo no Equador” de Hamilton Trindade, 2017, São Tomé e Príncipe.


Para avaliar os filmes nomeados, o júri é constituído por individualidades de reconhecido mérito pela sua contribuição para o desenvolvimento do Cinema e da Cultura.

Na edição deste ano o júri é constituído pela jornalista e programadora Isabel Santos, pelo cineasta Luís Filipe Rocha e pelo produtor e presidente da Academia Portuguesa de Cinema, Paulo Trancoso.

Esta acção promove um olhar sobre o cinema e os cineastas dos países africanos de língua oficial portuguesa, dando continuidade ao trabalho de António Loja Neves, um cineclubista e homem do cinema e da comunicação que sempre os promoveu e defendeu.

Author photo 519.png

Apresentação

António Loja Neves esteve sempre nos caminhos dos cineclubes, dos festivais e dos filmes que fazem a memória da nossa cinefilia. Em português (nos dois lados do Atlântico), ou em crioulo (de Cabo Verde), sempre soube construir palavras que passaram do cinema à poesia, das longas e motivantes conversas ao prazer de redescobrir sábias memórias. O seu mais profundo mergulho acabaria por ser no cinema dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Com ele desenvolveu intensa programação e divulgação, em Portugal, Brasil e Moçambique. As Mostras e festivais que tinham sempre o seu cunho, por vezes quase inflamado, numa procura de identidade e conjugação de contextos que sempre o marcaram. A Federação Portuguesa de Cineclubes, da qual António Loja Neves foi sócio-fundador, pretende assim dar a continuidade merecida ao seu trabalho de promoção da cinefilia dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa no espaço do cineclubismo nacional.