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Desejos da FPCC para 2019

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A Federação Portuguesa de Cineclubes - FPCC - foi fundada em 1978 como estrutura representativa dos Cineclubes Portugueses. Integrando três dezenas de associados é a representante legal dos Cineclubes, no país e no estrangeiro. A FPCC promove regularmente, no âmbito das suas actividades, acções de promoção da Cultura Cinematográfica, acções de formação, seminários e colaborações com outras entidades, assim como apoios à criação de novos Cineclubes. Para manter a nossa actividade é fundamental contarmos com a colaboração das estruturas federadas, através do pagamento das quotizações anuais, bem como de outros apoios público-privados. A actual direção, empossada em Janeiro de 2018, conseguiu promover com algum relevo a actividade cineclubística tanto pela promoção das últimas edições do Encontro Nacional de Cineclubes e da Revista Cinema, bem como com uma renovada presença institucional online, procurando estreitar os laços entre todos nós. Houve ainda neste ano espaço para o Encontro Luso-Galego de Cineclubes, promovido pela Ao Norte na XXIII edição dos Encontro de Cinema de Viana, e a participação nos festivais de Avanca, Caminhos do Cinema Português e, também no júri, dos Encontros de Cinema de Viana. Recebemos ainda a inscrição de dois novos cineclubes; Bairrada e Ribeira Grande, o re-ingresso do Cineclube Octopus (Póvoa do Varzim) e do Fila K (Coimbra), bem como nos preparamos, em estreito diálogo, para receber mais quatro associações cineclubistas. Assim, começámos 2018 por ser 26, juntaram-se 4 cineclubes e podemos começar 2019 com 33 Cineclubes Federados, demonstrando que a nossa actividade está viva e há públicos ávidos de experiências cinematográficas diferentes. No leque das actividades promovidas pela Federação Portuguesa de Cineclubes está a edição da revista cinema. Esta publicação, agora bianual, tem o reconhecido manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura, desde 6 de agosto de 1990, sendo que qualquer apoio é elegível para efeitos de dedução fiscal em sede de IRS enquadrado pela Lei do Mecenato Social e Cultural. Assim, os donativos a este projecto têm dedutibilidade em IRC do gasto reconhecido contabilísticamente e a sua majoração em 30% ou em 40% quando atribuídos de forma plurianual, dado o enquadramento da revista enquanto produção literária no campo do audiovisual por uma entidade sem fins lucrativos. (+info http://saldopositivo.cgd.pt/empresas/mecenato-quais-sao-as-vantagens-fiscais-empresa/) Agradecemos todo o interesse de entidades público-privadas que possibilitam a concretização da revista Cinema e das demais actividades da Federação Portuguesa de Cineclubes, estando disponíveis para conversar pelo email fpcc@fpcc.pt A nossa esperança é que em 2019 sejamos mais, mais cineclubes, mais actividade, mais cinema. Bom ano novo.
FPCC - Federação Portuguesa de Cineclubes
31 Dezembro 2018

Assembleia geral 16 dezembro 2018

Nos termos do art. 15.º dos Estatutos da FPCC, tenho a honra de o(a) convidar para uma reunião da Assembleia Geral da FPCC, a realizar no Auditório do Instituto Português do Desporto e Juventude, em Faro, no dia 16 de dezembro de 2018, pelas 10:00 horas, com a seguinte ordem de trabalhos: 1. Informações; 2. Aprovação do Plano de atividades e orçamento para o ano de 2019 3. Outros assuntos.
FPCC - Federação Portuguesa de Cineclubes
16 Dezembro 2018

Caminhos do Cinema Português

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A XXIV edição do festival Caminhos do Cinema tem data marcada para a última semana de novembro: 23 de novembro a 1 de dezembro. As Fusões no Cinema, em São João da Madeira, são o mote para o arranque do festival. No dia 24, no TAGV, tem início a competição cinematográfica da “Selecção Caminhos” que integra registos que vão do documental “O Turno do Dia” (Pedro Florêncio), ao cinema fantástico, chegando aos “Caminhos Magnétykos” (Edgar Pêra). Nesta 24º edição, os Caminhos continuam a afirmar-se com uma montra real de todo o cinema português. Trazem, em ante-estreia comercial ao grande público, obras tão diversas como “Até que o Porno nos Separe” (Jorge Pelicano) ou mesmo “Amantes na Fronteira” (Atsushi Funahashi). Há ainda espaço para a mais recente cinematografia nacional – “Pedro e Inês” (António Ferreira), “A Árvore” (André Gil Mata) ou a animação “O Agouro” (David Doutel, Vasco Sá) que abrilhantarão as telas da cidade. Os Caminhos apresentam-se anualmente, em Coimbra, como um festival generalista: premiando tanto os filmes nos seus mais variados géneros, como as intervenções técnico-artísticas, conferindo o reconhecimento público à especialização das profissões cinematográficas. É também uma plataforma para os Prémios da Federação Internacional de Cineclubes, de Imprensa CISION e da segunda categoria competitiva: a “Seleção Ensaios”, que coloca a par-e-par as academias nacionais e internacionais. A vigésima quarta edição vem (com)provar a vivacidade da cinematografia nacional numa edição em que recebemos 326 propostas nacionais num total de 726. Destas, foram programadas 167 – 21,92% de aceitação – com 99 obras nacionais presentes nas duas secções competitivas: Caminhos e Ensaios, bem como numa nova secção paralela – ‘Outros Olhares’. Esta edição é ainda reveladora do espírito de cooperação dos nossos cineastas com o universo de língua portuguesa, através do significativo número de co-produções em competição. Os Caminhos são ainda um espaço de formação do Cinema Português. Apresentam, nesta edição, um curso modular de cinema com 31 módulos, num total de 460 horas, propondo-se a ensinar num plano prático como se materializa uma ideia num filme. Numa perspectiva mais académica há ainda o Simpósio “Fusões no Cinema”, co-organizado com a Uni­dade de Desenvolvimento dos Centros Locais de Aprendizagem da Universidade Aberta, e as MasterSessions, conjunto de mesas-redondas, co-organizado com o LIPA – Laboratório de Investigação e Práticas Artísticas da Universidade de Coimbra. A Programação Completa pode ser consultada em https://www.caminhos.info/programa-geral-2018/
Centro de Estudos Cinematográficos AAC
28 Outubro 2018

Close Up - OBSERVATÓRIO DE CINEMA - CASA DAS ARTES DE VILA NOVA DE FAMALICÃO

Close-up é um tipo de plano cinematográfico que aproxima a observação, mas é também um filme incontornável na história do Cinema (de Abbas Kiarostami, 1990), que servirá de epígrafe deste Observatório: na colisão entre o documentário e a ficção, entre o real e o simulacro, emergem as potencialidades humanistas do Cinema: um homem envolve-se com uma família passando-se por um realizador, é julgado por esse delito, mas é perdoado, redimido pelo cinema de Kiarostami. Edifica-se, então, um Observatório de Cinema, com vigência estendida ao longo de todo o ano e com uma Mostra, ponto alto e intenso da programação, que na 3.ª edição decorrerá entre os dias 13 e 20 de Outubro. Procurando inovar no formato, para lá da ideia conceptual de Festival, pretende-se, tal como a designação Observatório deseja evocar, um contínuo e detalhado olhar sobre a produção do Cinema do presente, antecipando as mutações que o futuro trará, nas suas relações com as outras artes, o mundo académico e a comunidade, atribuindo protagonismo a sessões comentadas que se estendem por todo o programa. A história do Cinema estará no cerne da programação do Observatório, sustentada no legado da linguagem das imagens em movimento: da arqueologia das imagens fantasmáticas do virar do séc. XX, até ao universo digital e da multiplicação de ecrãs do séc. XXI.
Cineclube de Joane
13 Outubro 2018